SEM – Serviço de Educação e Mediação do Museu Nacional do Traje

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O SEM – Serviço de Educação e Mediação do Museu Nacional do Traje foi um projeto de dinamização do serviço educativo do Museu Nacional do Traje, em regime de parceria. Decorreu entre ao longo de quatro anos letivos: 2010-2011, 2011-2012, 2012-2013 e 2013-2014.

Teve como principal objetivo a divulgação e interpretação das coleções do museu, através de um programa diversificado de atividades e eventos, de forma a criar relações duradoras e criativas com públicos específicos.

Se a coleção foi o ponto de partida, oferecendo um olhar único e pluridimensional sobre o Homem e a sua relação com o Mundo e a Sociedade, os públicos foram parte integrante nos processos de construção de significados, identidade e memória.

A programação, em estreita ligação com as coleções do museu, o Palácio Angeja-Palmela e o Parque Botânico do Monteiro-mor, foi pensada em torno de quatro tipologias de atividades:

  • Oficinas estruturadas para o desenvolvimento criativo da expressão e da reflexão, realizadas no espaço do Museu ou na escola. Neste tipo de atividade existem duas dimensões de trabalho: descoberta e criação. Alguns exemplos são a oficina O Museu vai à minha escola, com o espetáculo “O Rei vai Nu!” e a oficina em torno da criação de um chapéu original, no caso do Pré-escolar e do 1.º Ciclo do Ensino Básico, ou a “A Viagem da T-Shirt”, onde se abordava a cadeia de produção de uma simples camisola de algodão, mostrando a quantidade de quilómetros e pessoas que podem intervir numa peça tão simples e em que aos alunos intervinham na sua própria t-shirt, utilizando diferentes técnicas artísticas, adaptadas a diferentes faixas etárias.  
  • Visitas jogadas e de pormenor, em que o visitante explora peças específicas da coleção, pormenores da arquitetura do palácio e também descobre o ecossistema único do parque. É dado especial ênfase à importância da conservação do património, principalmente através da preservação do traje (a fragilidade da roupa, o desgaste, etc.) e da dimensão histórica.
  • Projeto educativo integrado “O Museu é a minha segunda casa”, no qual o Museu e a Escola trabalham lado-a-lado para oferecer uma experiência integrada, que torna as fronteiras entre a educação formal e não-formal fluidas, ao serviço de um grupo de alunos durante um ano letivo. Neste âmbito, é de destacar o PEI desenvolvido com os alunos que integravam as aulas de Português como Língua Materna da Escola Gama Barros e que resultou na exposição itinerante “O Nosso Traje”. O grupo de trabalho era constituído por alunos oriundos, na sua maioria, de África (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e S. Tomé e Príncipe), mas também da Ásia (Paquistão) e da Europa Central (Holanda e Roménia), com uma média de idades de 16,5 anos.  
  • “Férias SEM Stress”, um programas de férias para grupos de crianças e jovens entre os 5 e os 15 anos. Durante uma semana, um grupo desenvolve um projeto – através da fotografia, banda desenhada, artes dramáticas ou o cinema de animação – promovendo o trabalho de equipa e a interação entre as diferentes faixas etárias.

Com este programa, pretendeu-se transformar o Museu num espaço socioeducativo de expressão e de aprendizagem cultural, inscrito numa comunidade (histórica e socialmente identificada), favorecedor de aprendizagens inovadoras, educando a inteligência, a sensibilidade e a emoção.